Reunião de Associados e Amigos da AMESAMPA

Local: CATI-Campinas
Data: 23 de junho de 2018
Pauta: Elaboração de proposta de projeto para edital público

No dia 23 de junho de 2018, foi realizada uma reunião com os associados e amigos da AMESAMPA, em Campinas, na sede social da CATI. Estiveram presentes, 16 pessoas, sendo 11 associados e 05 simpatizantes e amigos, que também se dispuseram a estar conosco para conhecer melhor a associação. Como a maioria das pessoas eram de novos associados, mesmo não sendo um ponto de pauta, o presidente, Ricardo Camargo decidiu por fazer um relato histórico da nossa Associação abordando alguns pontos, desde a sua fundação em Franca, no ano de 2013. Essa retrospectiva foi muito interessante e serviu para que todos os presentes pudessem conhecer melhor a trajetória de luta, dificuldades e avanços conseguidos a favor da Meliponicultura, não somente no estado de São Paulo, como também em outros estados, em que a AMESAMPA, através do Ricardo, esteve presente, nesses anos todos, contribuindo e enriquecendo as discussões, debates e proposições voltadas à Meliponicultura, além da participação em inúmeros eventos técnicos e de formação. Também foi abordada a participação da AMESAMPA junto às Câmaras Setoriais, tanto federal quanto estadual. Voltando-se ao ponto de pauta, foi descrito a participação da AMESAMPA no primeiro edital ECOFORTE, pela Rede de Agroecologia do Leste Paulista finalizado em 2017 e posteriormente no edital do ECOFORTE II, onde a nossa entidade será beneficiada por ser uma das Unidades de Referência a serem desenvolvidas nessa segunda ação. Nesse segundo edital, o projeto passou pela primeira fase de avaliação, sendo que apenas 5 projetos nessa categoria foram aprovados no país todo. Nesse mês agora toda a documentação foi encaminhada (orçamentos dos itens solicitados) para que seja realizada a segunda e última etapa de avaliação.
Após esse breve relato foi apresentado em maiores detalhes a proposta que está sendo construída por alguns membros da Diretoria (Ricardo, Estanislau e Janete) e por alguns colaboradores externos, contatos que o Ricardo tem e que participaram da equipe técnica do projeto do ECOFORTE I, para um novo edital da FBB, agora para reaplicação de “Tecnologias Sociais” cadastradas no banco de tecnologias da FBB. O prazo final de encaminhamento é o dia 29 de junho. Sendo o foco do edital a geração de renda e emprego, esse projeto visa fortalecer diretamente a Meliponicultura Paulista, por meio da instalação de Unidades de Referência, (compostas por meliponário de produção + unidade de beneficiamento), em algumas regiões do Estado, onde podemos contar com o apoio e a participação efetiva de nossos associados em seus respectivos núcleos regionais, tais como região de Ribeirão Preto, Botucatu, Vale do Paraíba, Baixada Santista, Campinas e Grande São Paulo. Além dessas Unidades algumas ações de capacitação e formação de meliponários estão sendo propostas em terra indígena da região de Bertioga e de Assentamento Rural na região de Franca (Restinga), nesses casos como ação social e de incentivo à prática da meliponicultura como atividade produtiva. Outro pilar da proposta é o estabelecimento de um programa de capacitação a ser desenvolvido nas URs e para os associados de cada uma das regiões onde será instalada uma UR, com todos os materiais técnicos e equipamentos para a realização dos cursos a serem ministrados em 3 módulos ao longo de um ano. Além disso, para que se atinja o objetivo principal do edital, no que diz respeito a geração de renda, serão adquiridas colônias matrizes e todo o material para sua multiplicação para formação dos meliponários de produção e aumento de plantel de produção para o incremento da capacidade produtiva dos associados. Uma equipe será formada e custeada com recursos do projeto para a sua gestão e realização das ações previstas nas URs. Após essa explanação onde foi apresentado o arquivo onde a proposta está sendo preenchida, o Ricardo esclareceu diversas dúvidas dos participantes, que se mostraram muito satisfeitos e entusiasmados com a proposta apresentada. Aproveitou-se a presença dos associados para a discussão das ações e definições relacionadas com a confecção e envio das carteirinhas de filiação. Estanislau relatou todas as questões envolvidas, inclusive financeiras, reforçando a dificuldade de ser mantida essa metodologia, sem contudo termos uma estrutura gerencial que apoie essa formatação. Após algumas considerações e sugestões dos participantes, foi definido que para a anuidade seja cumprido o valor que consta no estatuto, ou seja, 10% do salário mínimo que é de R$954,00, portanto a anuidade deverá ser de R$ 95,00 e incluir na forma de pagamento mais R$10,00 para as despesas de postagem. Sendo assim, sem mais nada a tratar deu-se por encerrada a reunião com a degustação de um belo lanche comunitário.

Relator: Osmar Mosca

AMESAMPA participa de Atividade sobre Meliponicultura em São Pedro

No dia 22 de maio de 2018, Dia do Apicultor e da Biodiversidade, a AMESAMPA participou de uma atividade sobre Meliponicultura organizada pela CATI, no município de São Pedro. O evento, “Tarde Orgânica”, contou com uma palestra sobre manejo orgânico da fertilidade do solo, oficinas sobre Meliponicultura, técnicas de permacultura voltadas às construções rurais, confecção de tintas à base de terra, entre outras atividades. O público presente, que prestigiou o evento, foi estimado em torno de 70 pessoas, composto por agricultores, extensionistas, educadores e interessados, em geral. A participação da Amesampa se deu por meio do Amigo Estanislau Missio, que levou algumas caixas didáticas de abelhas sem ferrão, e juntamente com o extensionista rural da Cati, Osmar Mosca Diz, (que também é associado à Amesampa e à SOS Abelhas Sem Ferrão), ofereceram uma oficina sobre a atividade da Meliponicultura, enfocando o preparo de iscas atrativas e a transferência de colônias de Jataí para caixas de criação racional. A oficina foi bem prestigiada e os participantes estavam muito interessados! O evento contou ainda com a participação da ONG SOS Abelhas Sem Ferrão, que forneceu materiais técnico-educativos para distribuição ao público participante. Esse evento foi uma mostra de que é possível e necessário se promoverem ações com o envolvimento de várias entidades, no caso, a CATI, a AMESAMPA e a SOS Abelhas Sem Ferrão.

Participação no XXII Congresso Brasileiro de Apicultura e VIII Congresso Brasileiro de Meliponicultura – Joinville, SC, 16 a 19 de maio de 2018

A AMESAMPA, através de seu presidente, Dr. Ricardo C. Camargo e de outros associados, esteve presente no Conbrapi, em Joinville, participando das atividades e debates e a favor da Meliponicultura. Durante a 46ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Mel e Produtos Apícolas, que aconteceu durante o Conbrapi, o Ricardo teve a oportunidade de relatar os trabalhos desenvolvidos no estado de São Paulo.

Outra participação de destaque em que o Ricardo teve grande atuação se deu durante a Mesa Redonda “Agrotóxicos e Abelhas”, realizada no dia 17 de maio. Nessa oportunidade o presidente ressaltou o posicionamento contrário da Amesampa em relação à flexibilização das leis em favor do setor dos agrotóxicos. Alertou a todos também sobre os graves riscos e o perigo de sermos iludidos por atividades reconhecidas como “Green Washing” e ressaltou ainda que a Meliponicultura Paulista é contrária às pulverizações aéreas.

Durante a discussão sobre a “movimentação de colônias de meliponíneos no Brasil e as questões da preservação do patrimônio biológico”, o Ricardo fez um pronunciamento bastante contundente no sentido de se clarearem realmente, entre outros, os conceitos que estabelecem os “locais de ocorrência natural” das abelhas nativas sem ferrão, tendo em vista alguns equívocos de interpretação que têm sido propagados e como consequência disso, causado um certo entrave à expansão responsável da Meliponicultura.

AMESAMPA NO CIS GUANABARA – CAMPINAS

Diversidade biológica das abelhas sem ferrão e seu papel na polinização são destacados em encontro

Katia Braga - Exposição abelhas sem ferrão

Foto: Katia Braga

Exposição abelhas sem ferrão

No dia 20 de abril, durante a Feira “Pé na Roça” do projeto “Sexta na Estação: Saberes e Sabores” da Rede de Agroecologia da Universidade de Campinas (Unicamp), no Cis-Guanabara em Campinas, SP, os pesquisadores da Embrapa Kátia Braga e Ricardo Camargo realizaram a oficina “Abelhas sem Ferrão e a integração com Sistemas Agroecológicos de Produção”.
Para a oficina, além de duas palestras, os pesquisadores prepararam com o apoio da Associação de Meliponicultores do Estado de São Paulo (Amesampa), uma exposição com vários materiais informativos para a criação das Abelhas sem Ferrão (ASF). Além disso, foram expostas algumas “colmeias de observação”, trazidas pelo meliponicultor Estanislau Caetano Missio, diretor da Amesampa, onde o público teve a oportunidade de observar, por meio de vidros instalados nas colmeias, o ambiente interno de colônias “vivas” de diversas espécies de abelhas sem ferrão.

Uma pequena amostra de méis de diversas espécies, que puderam ser degustados pelo público, também foi apresentada e segundo o pesquisador Ricardo Camargo, “eventos como esse e com essa formatação são uma ótima oportunidade de se trazer a um público, que ainda desconhece esse produto tão especial, os méis das ASF, sua diversidade e riqueza de sabores, aromas e sensações”.

Durante as palestras, os pesquisadores, que desenvolvem pesquisas com as abelhas sem ferrão e agroecologia na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), apresentaram essa temática tão rica, ressaltando a diversidade biológica desse grupo de abelhas nativas de nosso país e o papel fundamental que esses importantes agentes polinizadores desempenham na natureza e para a produção de alimentos.
Além disso, destacou-se o papel que os sistemas agroecológicos de produção podem realizar na conservação dessa diversidade de abelhas e seu enorme potencial para a integração com a criação racional das abelhas sem ferrão, denominada de “Meliponicultura”, que também foi apresentada, com todo seu aspecto histórico e atual, como uma das atividades produtivas que mais vem despertando interesse do público em geral.

A exposição realizada após as palestras teve o objetivo de criar um ambiente de maior interação com o público, possibilitando o contato mais direto e pessoal dos participantes com os pesquisadores e meliponicultores, dando a oportunidade para um aprofundamento de alguns aspectos de maior interesse. Além dos “saberes”, a exposição também possibilitou “sabores” uma vez que ela estimulou todos os sentidos: o público pode manusear os materiais, visualizar belíssimas imagens das diferentes espécies de ASF, a diversidade de seus ninhos e de suas entradas, expostas em forma de banners e fotos, vislumbrar as abelhas vivas, além de provar amostras de méis maravilhosos, explica Kátia.

Os pesquisadores entendem ser de fundamental importância, diante de um modelo agrícola de produção de alimentos, que se mostra cada vez mais insustentável e gerador de graves impactos, tanto ambientais, como sociais, inclusive na saúde humana, divulgar conhecimentos, produtos e processos, relacionados com os sistemas agroecológicos de produção, como os sistemas agroflorestais e a própria Meliponicultura e esse verdadeiro patrimônio de nossa biodiversidade, que são as abelhas sem ferrão, que como atividades produtivas verdadeiramente sustentáveis, permitem aliar a geração de renda, com a produção de alimentos saudáveis e seguros e a restauração e conservação da natureza, obtendo-se assim os inúmeros benefícios que ela gera para a vida e o bem-estar humano.

Cristina Tordin (MTB 28499)
Embrapa Meio Ambiente

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