AMESAMPA participa de Atividade sobre Meliponicultura em São Pedro

No dia 22 de maio de 2018, Dia do Apicultor e da Biodiversidade, a AMESAMPA participou de uma atividade sobre Meliponicultura organizada pela CATI, no município de São Pedro. O evento, “Tarde Orgânica”, contou com uma palestra sobre manejo orgânico da fertilidade do solo, oficinas sobre Meliponicultura, técnicas de permacultura voltadas às construções rurais, confecção de tintas à base de terra, entre outras atividades. O público presente, que prestigiou o evento, foi estimado em torno de 70 pessoas, composto por agricultores, extensionistas, educadores e interessados, em geral. A participação da Amesampa se deu por meio do Amigo Estanislau Missio, que levou algumas caixas didáticas de abelhas sem ferrão, e juntamente com o extensionista rural da Cati, Osmar Mosca Diz, (que também é associado à Amesampa e à SOS Abelhas Sem Ferrão), ofereceram uma oficina sobre a atividade da Meliponicultura, enfocando o preparo de iscas atrativas e a transferência de colônias de Jataí para caixas de criação racional. A oficina foi bem prestigiada e os participantes estavam muito interessados! O evento contou ainda com a participação da ONG SOS Abelhas Sem Ferrão, que forneceu materiais técnico-educativos para distribuição ao público participante. Esse evento foi uma mostra de que é possível e necessário se promoverem ações com o envolvimento de várias entidades, no caso, a CATI, a AMESAMPA e a SOS Abelhas Sem Ferrão.

Participação no XXII Congresso Brasileiro de Apicultura e VIII Congresso Brasileiro de Meliponicultura – Joinville, SC, 16 a 19 de maio de 2018

A AMESAMPA, através de seu presidente, Dr. Ricardo C. Camargo e de outros associados, esteve presente no Conbrapi, em Joinville, participando das atividades e debates e a favor da Meliponicultura. Durante a 46ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Mel e Produtos Apícolas, que aconteceu durante o Conbrapi, o Ricardo teve a oportunidade de relatar os trabalhos desenvolvidos no estado de São Paulo.

Outra participação de destaque em que o Ricardo teve grande atuação se deu durante a Mesa Redonda “Agrotóxicos e Abelhas”, realizada no dia 17 de maio. Nessa oportunidade o presidente ressaltou o posicionamento contrário da Amesampa em relação à flexibilização das leis em favor do setor dos agrotóxicos. Alertou a todos também sobre os graves riscos e o perigo de sermos iludidos por atividades reconhecidas como “Green Washing” e ressaltou ainda que a Meliponicultura Paulista é contrária às pulverizações aéreas.

Durante a discussão sobre a “movimentação de colônias de meliponíneos no Brasil e as questões da preservação do patrimônio biológico”, o Ricardo fez um pronunciamento bastante contundente no sentido de se clarearem realmente, entre outros, os conceitos que estabelecem os “locais de ocorrência natural” das abelhas nativas sem ferrão, tendo em vista alguns equívocos de interpretação que têm sido propagados e como consequência disso, causado um certo entrave à expansão responsável da Meliponicultura.

AMESAMPA NO CIS GUANABARA – CAMPINAS

Diversidade biológica das abelhas sem ferrão e seu papel na polinização são destacados em encontro

Katia Braga - Exposição abelhas sem ferrão

Foto: Katia Braga

Exposição abelhas sem ferrão

No dia 20 de abril, durante a Feira “Pé na Roça” do projeto “Sexta na Estação: Saberes e Sabores” da Rede de Agroecologia da Universidade de Campinas (Unicamp), no Cis-Guanabara em Campinas, SP, os pesquisadores da Embrapa Kátia Braga e Ricardo Camargo realizaram a oficina “Abelhas sem Ferrão e a integração com Sistemas Agroecológicos de Produção”.
Para a oficina, além de duas palestras, os pesquisadores prepararam com o apoio da Associação de Meliponicultores do Estado de São Paulo (Amesampa), uma exposição com vários materiais informativos para a criação das Abelhas sem Ferrão (ASF). Além disso, foram expostas algumas “colmeias de observação”, trazidas pelo meliponicultor Estanislau Caetano Missio, diretor da Amesampa, onde o público teve a oportunidade de observar, por meio de vidros instalados nas colmeias, o ambiente interno de colônias “vivas” de diversas espécies de abelhas sem ferrão.

Uma pequena amostra de méis de diversas espécies, que puderam ser degustados pelo público, também foi apresentada e segundo o pesquisador Ricardo Camargo, “eventos como esse e com essa formatação são uma ótima oportunidade de se trazer a um público, que ainda desconhece esse produto tão especial, os méis das ASF, sua diversidade e riqueza de sabores, aromas e sensações”.

Durante as palestras, os pesquisadores, que desenvolvem pesquisas com as abelhas sem ferrão e agroecologia na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), apresentaram essa temática tão rica, ressaltando a diversidade biológica desse grupo de abelhas nativas de nosso país e o papel fundamental que esses importantes agentes polinizadores desempenham na natureza e para a produção de alimentos.
Além disso, destacou-se o papel que os sistemas agroecológicos de produção podem realizar na conservação dessa diversidade de abelhas e seu enorme potencial para a integração com a criação racional das abelhas sem ferrão, denominada de “Meliponicultura”, que também foi apresentada, com todo seu aspecto histórico e atual, como uma das atividades produtivas que mais vem despertando interesse do público em geral.

A exposição realizada após as palestras teve o objetivo de criar um ambiente de maior interação com o público, possibilitando o contato mais direto e pessoal dos participantes com os pesquisadores e meliponicultores, dando a oportunidade para um aprofundamento de alguns aspectos de maior interesse. Além dos “saberes”, a exposição também possibilitou “sabores” uma vez que ela estimulou todos os sentidos: o público pode manusear os materiais, visualizar belíssimas imagens das diferentes espécies de ASF, a diversidade de seus ninhos e de suas entradas, expostas em forma de banners e fotos, vislumbrar as abelhas vivas, além de provar amostras de méis maravilhosos, explica Kátia.

Os pesquisadores entendem ser de fundamental importância, diante de um modelo agrícola de produção de alimentos, que se mostra cada vez mais insustentável e gerador de graves impactos, tanto ambientais, como sociais, inclusive na saúde humana, divulgar conhecimentos, produtos e processos, relacionados com os sistemas agroecológicos de produção, como os sistemas agroflorestais e a própria Meliponicultura e esse verdadeiro patrimônio de nossa biodiversidade, que são as abelhas sem ferrão, que como atividades produtivas verdadeiramente sustentáveis, permitem aliar a geração de renda, com a produção de alimentos saudáveis e seguros e a restauração e conservação da natureza, obtendo-se assim os inúmeros benefícios que ela gera para a vida e o bem-estar humano.

Cristina Tordin (MTB 28499)
Embrapa Meio Ambiente

Mais fotos do evento

Assembleia Geral Extraordinária 24/02/2018

Conforme edital abaixo, no próximo dia 24/02/2018 estaremos realizando uma assembleia geral, que vai ocorrer durante o IV seminário de meliponicultura de Ribeirão Preto.

Contamos com a presença de todos.