Participação no XXII Congresso Brasileiro de Apicultura e VIII Congresso Brasileiro de Meliponicultura – Joinville, SC, 16 a 19 de maio de 2018

A AMESAMPA, através de seu presidente, Dr. Ricardo C. Camargo e de outros associados, esteve presente no Conbrapi, em Joinville, participando das atividades e debates e a favor da Meliponicultura. Durante a 46ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Mel e Produtos Apícolas, que aconteceu durante o Conbrapi, o Ricardo teve a oportunidade de relatar os trabalhos desenvolvidos no estado de São Paulo.

Outra participação de destaque em que o Ricardo teve grande atuação se deu durante a Mesa Redonda “Agrotóxicos e Abelhas”, realizada no dia 17 de maio. Nessa oportunidade o presidente ressaltou o posicionamento contrário da Amesampa em relação à flexibilização das leis em favor do setor dos agrotóxicos. Alertou a todos também sobre os graves riscos e o perigo de sermos iludidos por atividades reconhecidas como “Green Washing” e ressaltou ainda que a Meliponicultura Paulista é contrária às pulverizações aéreas.

Durante a discussão sobre a “movimentação de colônias de meliponíneos no Brasil e as questões da preservação do patrimônio biológico”, o Ricardo fez um pronunciamento bastante contundente no sentido de se clarearem realmente, entre outros, os conceitos que estabelecem os “locais de ocorrência natural” das abelhas nativas sem ferrão, tendo em vista alguns equívocos de interpretação que têm sido propagados e como consequência disso, causado um certo entrave à expansão responsável da Meliponicultura.

AMESAMPA NO CIS GUANABARA – CAMPINAS

Diversidade biológica das abelhas sem ferrão e seu papel na polinização são destacados em encontro

Katia Braga - Exposição abelhas sem ferrão

Foto: Katia Braga

Exposição abelhas sem ferrão

No dia 20 de abril, durante a Feira “Pé na Roça” do projeto “Sexta na Estação: Saberes e Sabores” da Rede de Agroecologia da Universidade de Campinas (Unicamp), no Cis-Guanabara em Campinas, SP, os pesquisadores da Embrapa Kátia Braga e Ricardo Camargo realizaram a oficina “Abelhas sem Ferrão e a integração com Sistemas Agroecológicos de Produção”.
Para a oficina, além de duas palestras, os pesquisadores prepararam com o apoio da Associação de Meliponicultores do Estado de São Paulo (Amesampa), uma exposição com vários materiais informativos para a criação das Abelhas sem Ferrão (ASF). Além disso, foram expostas algumas “colmeias de observação”, trazidas pelo meliponicultor Estanislau Caetano Missio, diretor da Amesampa, onde o público teve a oportunidade de observar, por meio de vidros instalados nas colmeias, o ambiente interno de colônias “vivas” de diversas espécies de abelhas sem ferrão.

Uma pequena amostra de méis de diversas espécies, que puderam ser degustados pelo público, também foi apresentada e segundo o pesquisador Ricardo Camargo, “eventos como esse e com essa formatação são uma ótima oportunidade de se trazer a um público, que ainda desconhece esse produto tão especial, os méis das ASF, sua diversidade e riqueza de sabores, aromas e sensações”.

Durante as palestras, os pesquisadores, que desenvolvem pesquisas com as abelhas sem ferrão e agroecologia na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), apresentaram essa temática tão rica, ressaltando a diversidade biológica desse grupo de abelhas nativas de nosso país e o papel fundamental que esses importantes agentes polinizadores desempenham na natureza e para a produção de alimentos.
Além disso, destacou-se o papel que os sistemas agroecológicos de produção podem realizar na conservação dessa diversidade de abelhas e seu enorme potencial para a integração com a criação racional das abelhas sem ferrão, denominada de “Meliponicultura”, que também foi apresentada, com todo seu aspecto histórico e atual, como uma das atividades produtivas que mais vem despertando interesse do público em geral.

A exposição realizada após as palestras teve o objetivo de criar um ambiente de maior interação com o público, possibilitando o contato mais direto e pessoal dos participantes com os pesquisadores e meliponicultores, dando a oportunidade para um aprofundamento de alguns aspectos de maior interesse. Além dos “saberes”, a exposição também possibilitou “sabores” uma vez que ela estimulou todos os sentidos: o público pode manusear os materiais, visualizar belíssimas imagens das diferentes espécies de ASF, a diversidade de seus ninhos e de suas entradas, expostas em forma de banners e fotos, vislumbrar as abelhas vivas, além de provar amostras de méis maravilhosos, explica Kátia.

Os pesquisadores entendem ser de fundamental importância, diante de um modelo agrícola de produção de alimentos, que se mostra cada vez mais insustentável e gerador de graves impactos, tanto ambientais, como sociais, inclusive na saúde humana, divulgar conhecimentos, produtos e processos, relacionados com os sistemas agroecológicos de produção, como os sistemas agroflorestais e a própria Meliponicultura e esse verdadeiro patrimônio de nossa biodiversidade, que são as abelhas sem ferrão, que como atividades produtivas verdadeiramente sustentáveis, permitem aliar a geração de renda, com a produção de alimentos saudáveis e seguros e a restauração e conservação da natureza, obtendo-se assim os inúmeros benefícios que ela gera para a vida e o bem-estar humano.

Cristina Tordin (MTB 28499)
Embrapa Meio Ambiente

Mais fotos do evento

Assembleia Geral Extraordinária 24/02/2018

Conforme edital abaixo, no próximo dia 24/02/2018 estaremos realizando uma assembleia geral, que vai ocorrer durante o IV seminário de meliponicultura de Ribeirão Preto.

Contamos com a presença de todos.

UMA “DOCE” INVASÃO DAS ABELHAS SEM FERRÃO NO MERCADO DE PINHEIROS DE SP

Nesse último sábado (20/01) estivemos participando do evento promovido pelo Instituto ATÁ, “Um Giro pelo Universo das Abelhas Nativas” no mercado de Pinheiros e juntamente com o SOS Abelhas sem Ferrão levamos nossas queridas ASF para esse espaço popular e tradicional da cidade de São Paulo e que tem tudo a haver com nossa missão de lutar pela produção de alimentos “limpos”, produzidos sem agrotóxicos e de um modelo de produção agrícola que não agrida a natureza e que favoreça a conservação e proteção de nossas ASF e de toda a biodiversidade!
Desde nossa chegada e montagem das mesas de exposição, as diversas espécies de abelhas que foram levadas e que estavam alojadas em caixas de observação e de produção, com vidros que permitem a visualização interna do ninho, foram as “estrelas” do dia, atraindo a atenção das pessoas que faziam suas compras de alimentos e daqueles que foram exclusivamente para aprender e conhecer um pouco mais sobre nossas queridas ASF e provar suas “doçuras” !!!
Durante todo o período do evento, o que pode ser comprovado novamente é que as ASF e seus méis especiais têm despertado a curiosidade e o interesse de um público cada vez maior, tanto em função de suas particularidades de criação e produção, como pelas características sensoriais diferenciadas desses méis e a alta diversidade biológica das nossas abelhas brasileiras.
De forma a demonstrar que esses produtos tão especiais de nossa rica biodiversidade têm muito mais opções de uso e podem ser utilizados em diversas receitas e combinações, além da habitual associação com a “torrada e pães” no nosso café da manhã, foi produzido especialmente para o evento, um “drink” a base de gim e mel de ASF produzido no Pará pela abelha “Jupará”.
Todos que provaram apreciaram muito o “frescor” e o sabor que esse mel especial proporcionou a essa combinação…mais uma prova do “universo” ainda a ser explorado em relação aos méis e aos outros produtos das ASF!
Ao final desse dia prazeroso, voltamos para casa com o sentimento de enorme satisfação em poder compartilhar, com todas as pessoas que puderam participar e degustar os méis apresentados, nossa paixão pelas ASF e nosso comprometimento para sua valorização e proteção !!!!
Gratidão ao Instituto ATÁ e toda sua equipe, companheiro Jerônimo e em especial ao Alex Atala pela oportunidade gerada na promoção desse evento tão especial!
Satisfação também por poder compartilhar esses momentos com nossos parceiros do “SOS Abelhas sem Ferrão”, Gerson, Celso e demais companheiros, que com seu trabalho valoroso de “abelhinhas” visitando as flores, tem contribuído para que cada vez mais pessoas saibam da importância de nossas queridas companheiras e passem a vê-las de outra forma!
Que venham outros eventos e momentos como esse e que cada vez mais nossas ASF possam estar mais próximas da sociedade e assim juntos ganhemos “força” para defende-las de tantos ataques e situações de risco!

Ricardo C. R. de Camargo
Presidente AMESAMPA